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- Esta família é de origem francesa, tendo tirado o nome do lugar de Bethancourt, na Picardia, pelo que se trata de um apelido de raiz toponímica.
- Dizem os genealogistas que o primeiro desta família que passou à Península foi Messire Jehan de Bethancourt que tendo partido à descoberta no comando de uma pequena frota de naus, veio a encontrar algumas das ilhas do arquipélago das Canárias, das quais parece ter chegado a titular-se rei. Tendo morrido solteiro e sem descendência, foram seus herdeiros Maciot e Henri e, falecendo o primeiro, vendeu o segundo aquelas ilhas ao Infante D. Henrique de Portugal, passando depois à Madeira, onde se fixou e teve as saboarias da ilha.
- Sem descendência legítima por ser cavaleiro professo da ordem de S. João de Jerusalém, então chamada de Rodes, obteve a legitimação de uma filha bastarda, que se casou com Rui Gonçalves da Câmara, casamento de que não houve sucessão.
- Por isso, instituíu ela com o citado seu marido o morgado designado de Águas de Mel, tendo chamado para seu primeiro administrador seu primo Germano Gaspar de Bethancourt.
- Esta família teve larga descendência, tanto nas ilhas como no continente havendo o seu nome sido deturpado para Bethencourt e popularizado sob as mais diversas formas: Bettencourt, Betencour ou Betencur, etc.
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- De prata, um leão de negro, armado e lampassado de vermelho, Timbre: o leão do escudo
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Palácio Bettencourt, Angra do Heroismo, Açores
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