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O Livro Velho de Linhagens refere os Sousãos, os Bragançãos, os Maias, os Baiões e os de Riba Douro como as cinco principais famílias da nobreza portuguesa e revela a sua remota origem: "dom Alan, que foi clerigo filho d' algo e filhou a filha do rei da Arménia (...) e fege nela dous filhos donde vieram as linhagens dos Bragançãos".
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A poderosa família dos "de Bragança", senhores de uma grande parte das terras de Trás-os-Montes e Alto-Douro, decaíu com o evoluir dos tempos e no século XIII acaba por práticamente desaparecer, diluindo-se na plebe, o que torna praticamente impossivel hoje em dia assegurar se as pessoas que usam este apelido derivam dos antigos Bragançãos.
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Por seu turno, os descendentes do 1º duque de Bragança, D. Afonso, filho natural legitimado do rei D. João I, não usaram durante séculos qualquer apelido, como era uso entre nas famílias reais, e quando o fizeram, acrescentaram normalmente o sobrenome "de Portugal", como é o caso dos condes de Vimioso ou dos ramos que passaram a Espanha, ou utilizaram apelidos que lhes vinham por via feminina, como os Álvares Pereira de Melo, duques de Cadaval. Só muito tardiamente (séc. XVII) passaram a acrescentar de Bragança ao seu nome próprio.
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É, assim, provável que os actuais Bragança que não descendem da Casa Real Portuguesa tenham retirado o apelido da própria cidade que os viu nascer, prática aliás muito corrente em Portugal, como os Guimarães, Coimbra, Lisboa, etc.
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Na região de Chaves e Montalegre o apelido é usado pelos descendentes da Família Teixeira de Bragança desde os meados do séc.XVII, por Fidelidade à Casa de Bragança durante a ocupação Filipina. A esta família foi concedida uma Carta de Brasão de Armas em 1725.
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