De todos os seus conterrâneos conhecido por Menino Miranda. Hábil marceneiro, com oficina própria. O vulto desse notável itajubense traz à lembrança dos saudosistas os velhos idos das românticas serenatas e do cinema mudo. Entre os musicistas que, nas poéticas noites de lua, na ponte de Zinco, executavam valsas, marzucas, xotes e canções, estava sempre o Menino Miranda com seu bandolim. E nos conjuntos que animavam as sessões do cinema mudo, também não faltava esse "bandolim de ouro". Era ele músico desde à adolescência. Foi um "virtuose" do bandolim, que aprendeu a executar com o Nonito (Benedito Santos) e aperfeiçoou-se com outros mestres. Fundou o seu conjunto, que denominou "Choro dos Batutas", com ele, o João Maldonado também no bandolim, o Joubert Guimarães no violino, o Protógenes Pinto de Almeida no violão, e o Romeu Venturelli na flauta. Participou do conjunto das "Melodias do Coração", com o qual Juju Venturelli, ao microfone da ZYI-5, Rádio Itajubá, semanalmente apresentava melodias românticas dos velhos tempos. E também integrou o famoso conjunto seresteiro "Serra da Mantiqueira".