PERSONALIDADE MARCANTES

NARCISO JOSÉ BRASIL

Um dos primeiros libaneses que chegaram a Itajubá no último quartel do século XIX, e que aqui se estabeleceram.  Adotou o sobrenome Brasil, no que foi seguido pelo irmão João Brasil, comerciante, muito conhecido por João Turco, que se notabilizou como um dos íntimos amigos de Wenceslau Braz, companheiro e auxiliar nas pescarias, personagem de alguns episódios humorísticos e de piadas que se contam de sua privança com o eminente estadista.  Narciso José Brasil, para mais abrasileirar-se, casou-se com uma itajubense, em 31-07-1897, D. Corina Noronha, de distinta e tradicional família, filha de Joaquim Pinto de Noronha Júnior e de D. Constança de Noronha.  O honrado levantino estabeleceu-se, primeiramente, com uma mercearia e uma agência lotérica, denominada "Ao Guerreiro da Sorte".  Prosperando, montou uma loja de fazendas, chapéus, roupas feitas e armarinho na Praça Adolfo Olinto.  Foi o primeiro sericultor de Itajubá, com a criação de bicho-da-seda iniciada em 1903.  Era um dos proprietários da grande fábrica de chapéus de feltro.  Foi um dos sócios fundadores do Clube Itajubense, em 1897.  Vereador no quatriênio 1912-1915 e no triênio 1916-1918. Era representante dos relógios Patek Philippe, de bolso, e os de parede e "de móvel alto", os Cantoise, de grandes pêndulos.

 

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