Esta personalidade foi o mais arrojado empresário de que se tem conhecimento na História de Itajubá. De simples e modesto balconista se tomou grande capitalista, um dos mais abastados empreendedores do Rio de Janeiro.
Depois de ter sido empregado de um armazém, associou-se a Nicanor Pereira numa firma comercial que cuidava de exportação de galinhas. Chegou a fazer parte da tradicional Casa Dias. Prosperou com honestidade. Foi para o Rio de Janeiro, onde viria a crescer financeiramente e fazer-se notado. Estabeleceu-se na Capital Federal de então com a Companhia Mercantil Brasileira, que ele transformou logo depois em Companhia Industrial e Mercantil, e montou a famosa Casa Vivaldi. Foi nomeado Diretor da Carteira Comercial do Banco do Brasil. Por aqui, em sua terra, também esteve ligado à Cia. Industrial Sul-Mineira de Eletricidade. Foi o pioneiro de prédios altos na urbe carioca, investindo em elevadas construções. Os quatro primeiros arranha-céus do Rio de Janeiro, que foram o "Odeon", o "Capitólio", o "Império" e o "Glória", foram idealizados por ele, e foi ele o proprietário de um desses prédios. E dele foi ainda, no Rio, o luxuoso Hotel "Itajubá', na Cinelândia. Mesmo tomando-se um Creso, não se esqueceu de sua terra natal, e foi benfeitor de algumas instituições de Itajubá.