PERSONALIDADE MARCANTES

WALDEMAR DA ROCHA VIANNA
(23-05-1916- 23-05-1973)


  
   Filho de Luiz da Rocha Vianna e de D. Maria Isabel Vianna.  Esse tão saudoso amigo de Itajubá nasceu em Nova Friburgo, RJ.  Exercia a profissão de Agrônomo.  Seu falecimento ocorreu em Itajubá.  Era casado com D. Terezinha de Jesus Macedo Vianna, que foram os pais do médico neurologista Dr. João Baptista Macedo Vianna, com clínica em nossa cidade.  Waldemar da Rocha Vianna foi uma pessoa sobremaneira admirável. 

  Era um grande entusiasta da literatura.  Ele incentivava, e procurava ajudar todos os admiradores das musas, animando-os a escrever o que lhes vinha da inspiração, e exultava jubilosamente quando descobria um novo e talentoso cultor da pena, de real mérito, e o encorajava e estimulava a sair do anonimato, divulgando pela imprensa o que jazia no fundo das gavetas.  Waldemar promovia reuniões e encontros, e até jantares, com o intuito de incrementar a comunhão' de ideais literários.
  Tinha predileção pelas trovas, e foi um grande trovador.  Conseguiu a realização de alguns certames poéticos para esse gênero de versos, das quadrinhas heptassílabas e de rimas ricas como ele gostava, que expressassem um pensamento, um conceito, uma sátira, um provérbio, sem vulgaridades mas de estuante espontaneidade, criatividade e originalidade.
Pensou na criação de um clube ou um grêmio itajubense ou sul-mineiro de Trovadores, mas não encontrou número suficiente de entusiastas, para isso.  No último concurso de poesias que conseguiu realizar, conferiu diplomas e medalhas a concorrentes vitoriosos, no que encontrou patrocinadores para isso.  E Waldemar da Rocha Vianna tomou-se o Machado de Assis de Itajubá.  Mandou convites a intelectuais itajubenses e pessoas gradas da cidade para uma reunião memorável, e nesse conclave histórico, realizado em 15 de agosto de 1964, ficou fundada a Academia Itajubense de Letras.  Se Machado de Assis teve, na fundação da Academia Brasileira de Letras, o concurso de Medeiros e Albuquerque, e principalmente de Lúcio de Mendonça, Waldemar da Rocha Vianna também teve um auxiliar de opulenta cultura, tarimbado nas letras clássicas e de grandeza de ânimo e de propósitos, que foi o não menos saudoso Professor Gabriel Ferreira Leite.  Nove anos depois, o egrégio idealizador dessa instituição cultural, com a idade de 57 anos, deixava esse mundo para ir ao encontro da verdadeira poesia, do lirismo da fé que transcende os limites do individualismo para o encontro da realidade celestial.  E a Academia de Waldemar da Rocha Vianna tem tido os seus continuadores.  Presidida por alguns anos, pelo nobre mestre Francisco Júlio dos Santos e pelo Prof Wilson Ribeiro de Sã, ora está brilhantemente comandada pela culta Professora D. Ambrosina Freitas Paiva, e o jornal "3º Domingo" está normalmente circulando com a primorosa colaboração dos acadêmicos.  E era projeto de Waldemar a fundação de um periódico literário, nos moldes de "3º Domingo", que seus continuadores estão realizando.

 
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