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Escrito por: Roberto Silva
A Benção |
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Havia no reino da IGUALDADE 3 homens parecidíssimos no caráter, na solicitude,na fraternidade. Todos viviam uma vida muito parecidas . Eram muito amigos inter-relacionavam se muito bem. Eram amigos de longas datas. Suas mulheres e seus filhos tinham o prazer de se relacionarem com liberdade. Um chamava-se Homéro, outro Domício, outro Euclídes. Homéro era excelente Pedreiro, O Domício era um grande Agricultor, o Euclides criava suínos. Mas o que mais marcava estas famílias era a amizade. Esta era tão forte que as desventuras da vida nunca tiveram poder de desanimá-los. Nas horas amargas da vida quando acontecia algum infortúnio um encontrava o ombro amigo no outro.
Seja qualquer hora ou dia não tinha tempo ruim. O coração amigo estava aberto para acolher o outro. |
A cidade onde estes viviam chamava se TUDO é MEU. Aquela cidade tinha uns habitantes conhecidos pelo péssimo defeito de não acolher o necessitado nem de oferecer nem um mínimo copo d água ao viajante cansado que por acaso passassem por aquelas paragens. Muitas vezes aqueles 3 homens era criticados pela sua liberalidade. Na realidade aquela amizade incomodava muitos. Pois não entendiam o motivo de tanta amizade.
Uma ajuda a um Pelegrino
Aquela cidade geograficamente falando, ficava muito distante das populações maiores. Mas havia no entanto, um oásis no deserto que se chamavam Homéro, Domí cio, Euclides. Aqueles 3 eram os homens mais hospitaleiros da cidade. Muitos viajantes cansados sabiam que tinham um cantinho cativo naquela cidade naquele fim de mundo. Um dia chega naquela cidade um homem totalmente maltratado roupas sujas sapato furado. Sujo ao extremo. Barba por fazer. Muitos daquela cidade passaram por aquele homem mal cheiroso e escarneciam de sua sorte. Um dos moradores vendo que o visitante implorava ajuda, mantendo certa distancia lhe informa que naquela cidade só havia 3 homens com disposição para acolhê-lo. Então indicou a casa do Sr. Homéro o pedreiro. O Sr Homéro não estava. Sua esposa abre a porta e depara com aquele Mal Trapinho. Este pede lhe um prato de comida e na maior das possibilidades uma chuveirada para tirar a sujeira. Porem a negativa foi imediata. Seria muito difícil ajudar um homem naquelas condições. Então aquele homem rumou para casa do segundo homem mais gentil da cidade o Sr. Domício o agricultor. Ao aproximar o Sr. Domício vem ao seu encontro. Ao ver o estado do desventurado logo fica com um pé atrás. Quem não garante que este individuo não seja um ladrão, um vagabundo ou um tarado. Como eu iria colocar um homem deste dentro de minha casa. Este nem deixa o homem falar já manda embora com a desculpa que nada poderia fazer por aquele homem. Desanimado aquele homem vai para casa daquele terceiro e ultimo homem o Sr. Euclides. Chega à casa do Sr. Euclides bate mais ninguém atende. Vai até o quintal depara com um enorme chiqueiro. Havia também bem perto daquele chiqueiro um balde com resto de comida sobra do almoço, que havia sido reservado para os porcos. A fome daquele homem era tal que sem escrúpulos ele enfia a mão naquela comida e enfia na boca então percebe que esta ainda estava fresquinha e que o gosto estava bom. Dentro de uns minutos aquele homem estava saciado. De repente ouve um barulho olha pra traz e vê um homem chorando abundantemente. Era o Sr. Euclides. Ele observava aquela cena de longe e aquilo o comovera muito pois, ele já havia passado por esta situação. Abraça o desconhecido e lhe solicita entrar em sua casa. Vai ao banheiro abre o chuveiro e convida aquele homem a se banhar, vai ao seu guarda roupa tira a melhor roupa e da ao homem para vestir. Depois leva aquele homem ao barbeiro e manda lhe fazer a barba.
Depois manda a esposa preparar o melhor jantar para oferecer aquele desconhecido. Manda arrumar a cama, e diz hoje você é meu convidado. Dia seguinte revigorado aquele desconhecido vai embora agradecido. Ninguém viu ninguém perguntou nada sobre aquele desconhecido. O tempo passa.
Uma surpresa agradável.
Um dia o Sr. Euclides na casa de seu Homéro num jantar improvisado quando alguém lhe chama. Naquela cidade havia um pequeno Banco. E o gerente estava lhe chamando para tratar de um assunto de seu interesse. O seu Euclides muito preocupado com aquela velha divida que não havia conseguido liquidar vai até o gerente preocupado. Chega cabisbaixo aguardando o ultimato. Mas o gerente com um largo sorriso no rosto o aguarda estica lhe as mãos lhe diz. S.r Euclides, o Sr. tem algum amigo Milionário. O Sr. Euclides com olhar incrédulo logo replica. Lógico que não. Então o gerente com um sorriso tira uma carta e lê o texto de um tal Dr. Otavio dono da refinaria de petróleo do Cerrado da Pariuna. O relato dizia: Com muito prazer venho ao Sr. Euclídes, lembrando eu daquele dia que sai para uma aventura em terras distantes infortunamente fui assaltado no caminho andei desesperademente até chegar naquela pequena cidade onde depois de muita humilhação encontrei o Sr. Euclídes que me acolheu, me confortou, e me saciou a fome. Como paga envio-lhe esta pequena soma de dinheiro pois, o que ele fez não tem paga. Porem eu jamais esquecerei tamanha ajuda o tempo que eu viver. O gerente do Banco interrompe a leitura e fala. Sr. Euclides o Sr. agora é o homem mais rico desta cidade.
Um novo rumo.
O Sr. Euclides sai daquele Banco agora com a vida totalmente mudada.Uma sensação de poder de repente lhe assalta a alma. Logo pensa: Não posso mais voltar para aquele jantar. O Homéro e o Domício não podem saber deste fato pois eles vão me pedir dinheiro, na verdade eles poderiam ter feito algo por este homem e não fizeram. O Mérito é todo meu portanto, este dinheiro é só meu e de mais ninguém. Deus viu a minha bondade e me recompensou. Por isso ninguém merece este dinheiro só Eu. Aquele semblante alegre foi ficando carrancudo e uma nuvem de desconfiança invade lhe o íntimo. Aquele homem muda de rumo vai para casa fecha à porta a janela e pensa. Aqui ninguém vem me incomodar..........
Somos ABENÇOADOS todas as vezes que somos ABENÇOADORES. Porém toda BENÇÃO que vem sobre nos é novamente para ABENÇOARMOS. ESTE É O CICLO DA PROSPERIDADE QUE PROCEDE DE DEUS.
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