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Escrito por: Roberto Silva
A Mulher Samaritana

João 4;6-29

(João 4:6)
E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. (João 4:7) Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. (João 4:8) - Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.

Certa feita estava Jesus descansando a beira de um poço. Eis que aparece uma mulher para tirar água. Visto na época todo serviço pesado tipo carregar água cabia a mulher. Era mais ou menos Meio Dia. Aquele poço era muito freqüentado pelas mulheres. Aquela cidade chamava Sicar  e ficava na Samaria. Aquela mulher era uma mulher marginalizada pela sociedade, pois tinha uma "vida irregular". A sua atitude de ir naquela hora pegar água era porque ela sabia que era a hora que o sol estava mais quente e não tinha ninguém no poço. Assim evitava os olhares constrangedores das outras e os cochichos que denunciava a desaprovação de sua presença. Jesus estava sentado observando aquela mulher. Jesus sabia com certeza que no seu intimo existia uma alma amargurada, um rombo existencial que ela tentava preencher com "amores" alucinados homens que passavam pela sua vida que não satisfazia a sua alma que cada vez mais e mais se encontrava sedenta de algo indefinido que não encontrava no  sexo. Aquela mulher carecia de um abraço sem segundas intenções, um olhar sem cobiça pelo seu corpo, um beijo na testa sem pretensões eróticas ou quem sabe de um "Deus te abençoe você tem valor". Jesus vê na entrelinhas humanas muito daquilo que nos não temos sensibilidade de reconhecer Ele sempre tira coisas boas de nós.

Jesus pede lhe água.

(João 4:9)
Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos).

A humanidade sempre será a mesma, aconteça o que acontecer. Os Judeus se achavam mais Justo que os Samaritanos daí a admiração daquela mulher. Mas Jesus queria tirar aquela barreira injusta.

 (João 4:10)
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

Aquela mulher certamente era muito bonita e conhecia com certeza os olhares maliciosos dos amantes que nas entrelinhas insinuavam sem palavras. Mas aquele olhar que a olhava era algo diferente. Havia uma proposta limpa de um novo caminho a trilhar. Jesus lhe propunha uma nova água para beber. A legitimidade do desejo depende da legitimidade do objeto desejado. Todos os seres humanos são iguais na busca de felicidade. No fundo aquela mulher há muito tempo desejava uma água limpa, mas os seus homens só lhe traziam "água suja e sem vida". Ninguém dá o que não tem.

Onde, pois tens a água viva?

Deus onde tens a água viva? Todos nós temos necessidade desta água. Água é a essência da vida. A sede fala de busca. O nosso vazio existencial jamais será satisfeito sem Deus. O segredo da procura não esta não está na ascensão humana para Deus, mas na descida de Deus em nossa direção. A nossa alma insatisfeita só encontrara descanso real em Deus. E não conseguiremos alcançar Deus sem Deus.

Deixando o cântaro.

(João 4:28) - Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens:  Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?

Ao conhecer Jesus e seus ensinos aquela mulher encontrou um Homem de Verdade e um novo sentido para sua alma outrora vazia. Imediatamente foi anunciar a maravilha que tinha encontrado. Jesus é o maior imã em toda história para os que estão nesta busca. Ninguém que encontrou este Homem de Verdade deseja escondê-lo para si mesmo. Mas reparti-lo com os freqüentadores do caminho.        

 
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